Sobre a premissa de subversão da regra heteronormativa, tomam o fado como matriz de referência e matéria, para abalar as suas raízes conservadoras nutridas por um meio tradicionalista.

Através da alteração de poemas já cantados e da criação de novos, criam-se espaços para a experimentação de narrativas não normativas no que toca ao género e à sexualidade.

O resultado é fado até ao tutano, intenso e rasgado, e é bicha porque usa a subversão como linguagem de identidades tão pouco representadas. É por isso, música de intervenção, viva, vibrante, coisa do presente a chocar com o passado, para criar novos pilares de imaginação e diversidade. E com isto, em 2019, a Porta é bicha, e inaugura-se no fado.