João Pais Filipe fez os caminhos do industrial e da erudita para se encontrar num espaço ainda por preencher da música europeia, onde pautas e teóricos ainda não chegaram e onde melodia e harmonia são fruto de relações rítmicas e não um uma tirania musicológica que rege a criação. 

Liberto, o percussionista e artesão portuense avança sobre a tensão entre o mecânico e o orgânico, entre a repetição e o loop, entre a pista de dança e o mantra, e cria um espaço próprio epitetado ethno-techno, onde as cadências do dance floor são apropriadas, reinterpretadas por um kit de bateria desenhado e feito à medida para e por João Pais Filipe, e canalizadas através de imperfeições e texturas rústicas para uma nova expressão das suas possibilidades.