Um baixo ora em potência ora em cuidadas pausas do Pedro Lourenço (dos históricos Sei Miguel) e a bateria do Ricardo Martins (Papaya, Jibóia, Pop Dell’Arte, entre muitos outros) acompanhando o ritmo frenético quando é necessário ora criando novos padrões e estruturas que absorvem a dualidade instrumental inerente.

BRUXAS/COBRAS são capazes de transformar o que poderíamos denominar como estado de materialidade incandescente, e fazem-no com urgência.

O mais recente trabalho, Azul, não só expande o que tinham iniciado com o seu primeiro Vermelho, como aprofunda matérias que lhes são caras – a plasticidade sonora, a duração e tacteabilidade das combinações, construindo não uma declaração, antes um método de pesquisa, aproximando-os cada vez mais dos primeiros trabalhos de antropologia cultural e musical, Porta aberta para rock matemático, sem perdas de tempo e um animal de palco a partir baterias para transcendências percussivas.