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Música2019-06-21T13:16:24+00:00

Sexta, 14 Junho

ABERTURA OFICIAL

19H00 INAUGURAÇÃO EXPOSIÇÃO ARTES VISUAIS 
«Nada muda de forma como as nuvens, a não ser os rochedos.»

19H30 PERFORMANCE SONORA
«24H FIRST BREATH AFTER COMA»

21H30 CONCERTO
CAPTAIN CASABLANCA

LOCALIZAÇÃO

Artistas residentes da 5º edição da Porta, os First Breath After Coma abrem o festival com uma performance duracional de 24h. Das 19h30 de sexta-feira 14 junho, às 19h30 de sábado 15 junho. Uma experiência imersiva para visitar, ficar, dormir, sair, voltar ou experimentar do princípio ao fim durante o número de horas que compõe um dia.

Casper Clausen é a voz de algumas das nossas bandas preferidas do momento - Efterklang e Liima, por exemplo. Mas é a solo, e como Captain Casablanca que o dinamarquês residente em Lisboa, se apresenta pela primeira vez em Leiria. A sua música em nome próprio é um trabalho em progresso, mas Clausen quer abrir o seu processo criativo ao público e experimentar apresentar a sua música em fluxo, o dispositivo de concerto e a utilização de performance e vídeo. Entre a colagem sonora e a jornada musical, a música é frequentemente guiada por grooves em direção ao krautrock e à sua voz, residindo em sintetizadores, aplicativos de bateria, youtubes, e por aí além, onde vibrar ou se abrirem portas para o som.

K-X-P

De há 10 anos para cá, os K-X-P de Timo Kaukolampi e Tomi Leppänen encetam um diálogo entre o homem e a máquina, prosseguindo a linhagem iniciada pelos Kraftwerk. Nostalgias à parte, este projeto finlandês fá-lo com um desejo de avanço e de exploração de novos mundos.  Música que abre novas dimensões para o techno minimal, synths gélidos e atmosferas assombrosas, resultando num dos projetos mais consistentes da última década, vindos do norte da Europa. Ao vivo diz-se que são uma força potente e inesquecível, uma mistura de poder performativo com cosmic disco e hinos de raves.

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Ricardo Ribeiro, também conhecido nos meios religiosos como PEREGRINO, um melómano assumido traz-nos junto da sua paixão musical e em cada Djset seu variadíssimas novidades e alguns clássicos dentro do Garage Rock, Psychedelic, Rock'n'Roll, Post Punk, Space Rock, Shoegaze, Indie etc. Sempre com djsets recheados de muita energia, arrojados e bastante ecléticos, a enorme vontade e prazer de partilhar a música que o move com todos os melómanos espalhados pelo mundo, fizeram-no começar esta "Peregrinação" do Rock há 14 anos atrás.

Dá a cara pela editora Chaputa Records e é sobejamente conhecido no circuito de bares e clubs de rock n'roll do país. Themoteo Suspiro há muito que circula de gira discos na mala e bate o pé ao som dos clássicos dos anos 70, mas também do melhor que se vai fazendo na actualidade. Traz ao festival A Porta um bocadinho desse mundo, num DJ set recheado de sonoridades para dançar até ao amanhecer.

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Sábado, 15 Junho

DJ CUT!S na vanguarda da pop quando estava fora de moda e sempre na moda quando as modinhas estão fora. Tropical e tropicana vai da bossa-nova à savana como do pézinho de dança à batida africana. Já é vintage, por isso traga-se bem a qualquer hora mesmo à tarde. Variado, eclético, e sem fronteiras estéticas nos seus dj sets. O mundo sonoro é a possibilidade e tudo se pode interligar. E sempre com um olho no bem-estar do ambiente que se cria em dialética permanente.

Jazz fusão é o destino que juntou José Anahory e Jorge Fiqueiredo, em 2012, num curso de jazz da universidade Lusíada. Como fusão leia-se funk, hip hop, swing, rock, samba, musica latina, africana e árabe. E daí, em 2015, juntam-se André Marques (sax Alto), Tiago Paiva (guitarra), José Andrade (sax tenor), João Almeida (trompete) e João Nascimento (teclas). Variam entre quarteto e septeto, e têm vindo a tocar em algumas das principais salas lisboetas. Na Porta, damos-lhe uma prova de fogo: o jazz é o chão, a música não tem fronteiras. O convite é dançar ou relaxar na relva, estes Ornitorrinco vão sempre sair vencedores, pois são descoberta obrigatória.

Um projecto composto por elementos assumidamente destros, onde pontificam amiúde influências primárias de Folk sintético-analítico. Comparados e empacotados hermeticamente em nuances de synth-pop eclesiástico fazendo lembrar à distância um som aveludado ao toque. Sempre, mas sempre num resquício minimalista de atitude neo-clássica, isto é música Made in Leiria.

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Seis cordas numa guitarra, um teclado casio e uma bateria. Adicione-se alguns intervalos e três acordes e não é preciso muito mais para elevar a temperatura numa sala. Os La Jungle sabem disso e na equação 1 + 1 sabem que o resultado é 3 , e portanto, isto é música de matemática distorcida, aos empurrões com o kraut e o trans-rock. O frenesim total que sua música oferece é acompanhado por riffs metálicos, ondas de ruído e tempestades de pratos, todos conduzidos por um estroboscópio. Rock primitivo e sem tretas, tão selvagem e brutal, como de arromba, de arrombar a Porta!

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Garimpador do faroeste português, faz-se acompanhar de caixas mágicas repletas de preciosos discos de sete polegadas encontrados em caves e armazéns bolorentos tanto desafiando os ouvintes com hinos ignorados da Psicadelia, do Soul ou do Pós-Punk anglo-sáxonico, como mudando a rota até às delicias dançantes do Mediterrâneo e do mundo Árabe obscuro das décadas de 60 e 70.  Está também na génese de noites de partir o sapatinho como Death Disco Disaster; Electric Rainbow ou Catarata Fulminante, e tem na nova East Side Radio a rúbrica Fata Morgana. Paralelamente, é o vídeasta e pesquisador musical responsável pelos documentários “Música em Pó”, “Uivo”, "Tecla Tónica” ou "Fios Bem Ligados", assim como tem vindo a colaborar com a Antena3Docs e o site Rimas & Batidas.

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Domingo, 16 Junho

O Atlas Hostel tem um bar, é na Rua Direita e é fixe! A sua Crew é igualmente fixe e vem partilhar as sonoridades que lhe aquece a alma.

Me and My Brain é um projeto leiriense de Nuno Dionísio e Rui Seiça, que se juntaram para criar melodias electrónicas viajantes. Me and My Brain é um espaço reservado, um espaço reservado para a cabeça, para ti e para mim.

Diz-se que os belgas Phoenician Drive inventaram o Afrikrautrock e que a fórmula soa a novo e ao mesmo tempo reverente a pioneiros passados. Este sexteto de Bruxelas cria um rock transcontinental que bebe dos limites da Ásia e da Europa, dos Balcãs e do Médio Oriente. Música de prazeres psicadélicos e ritmos motorizados, o som também se faz de flamenco, grooves orientais e jazz, não descurando uma mala cheia de bandas sonoras repletas de tradições italianas. Projeto de recolecção de um passado de fantasia e da recriação de um futuro excitante, os Phoenician Drive fazem música sem tempo e que resiste a toda e qualquer classificação.

Sobre a premissa de subversão da regra heteronormativa, tomam o fado como matriz de referência e matéria, para abalar as suas raízes conservadoras nutridas por um meio tradicionalista. Através da alteração de poemas já cantados e da criação de novos, criam-se espaços para a experimentação de narrativas não normativas no que toca ao género e à sexualidade. O resultado é fado até ao tutano, intenso e rasgado, e é bicha porque usa a subversão como linguagem de identidades tão pouco representadas. É por isso, música de intervenção, viva, vibrante, coisa do presente a chocar com o passado, para criar novos pilares de imaginação e diversidade. E com isto, em 2019, a Porta é bicha, e inaugura-se no fado.

Quarta, 19 Junho

A 19 Junho, o Festival A Porta #5, 2019 toma o Teatro José Lúcio da Silva em vários dos seus espaços, ocupando-o com música e criação artística.

A “Vida Nova” de Manel Cruz. As canções de errância e alvoroço de JP Simões. Os furacões, as festas, os fogos de artificio que o baterista Ricardo Martins mete à prova, com um grupo de músicos de Leiria, na peça SILVAR.

Chave do teatro nas mãos: ocupem-no, descubram-no, deixem-se embalar, cantarolem e sentem-se onde nunca se sentaram.

BILHETES

Quinta, 20 Junho

Há um festival dentro do Festival a Porta e chama-se Villa Omnichord. A 20 de junho, a tarde e noite é feita com artistas e amigos da editora Omnichord Records.

Abertura de portas às 16h00
17h00: Few Fingers
17h45: Obaa sima
18h30: Jerónimo
19h15: Whales com elementos de First Breath After Coma
21h30: La Baq com elementos de First Breath After Coma
22h30: Surma + Joana Guerra + João Hasselberg

Bilhetes disponíveis no Praça Caffèe ou online na Letsgo (https://bit.ly/30XSB9g)

Sexta, 21 Junho

Os VENGA VENGA são extravagantes, tropicais, hedonistas e nómadas. Misturando o folclórico com o experimental, a sua sonoridade e estética transitam entre a excentricidade de culturas remotas até às subversões mais metropolitanas. O projeto dos artistas brasileiros Denny Azevedo e Ricardo Don, é hoje um movimento cultural itinerante, criando happenings, festivais de arte, dj-set, performances, instalações, foto e vídeo que, com uma linguagem ritualística, dialogam com intercâmbios culturais, migrações, diversidade sexual e a redescoberta do espaço urbano. Na cidade do Lis, a promessa é uma viagem sonora evocando ritmos e mitos de várias partes do mundo, em várias épocas. Portas abertas para patchwork costurado de Bass Globalizado, experiência de catarse coletiva, e o público como um “performer coletivo”. Show de bola, portanto, Venga Venga powered by Timberland! #festivalaporta2019 #vengavenga #leiria #delphiville #timberlandcollective #citymakers #escapeanywhere

Depois da nomeação para melhor disco europeu com "Drifter" e de cinco digressões europeias nos últimos dois anos, os First Breath After Coma regressam em 2019 com "NU", editado pela Omnichord Records. Um álbum visual da CASOTA Collective, num alinhamento narrativo com Rui Paixão como personagem principal. Está talvez aqui a obra e o risco maior da banda leiriense mais internacional e prolífica do momento. Com “NU” viram o seu som do avesso, metem os pés no futuro, e destemidos reescrevem o seu percurso e sonoridade. Já seleccionados para diversos festivais de cinema, confirmados no Festival Paredes de Coura, os First Breath After Coma entram pelo Festival A Porta numa ascendência bonita de se ver e acompanhar.

Desde “How can we be joyful in a world full of knowledge”, editado em 2014, pela Pataca Discos, que o compositor e multi-instrumentista Bruno Pernadas é um nome fundamental da música portuguesa. Prolífico, genial, inclassificável são 3 adjetivos associados à sua obra, mas Bruno Pernadas também compõe para teatro, dança e cinema, e é membro integrante de projetos como Minta and The Brook Trout, Suzie's Velvet, The Sun Ra project e Montanhas Azuis, com Norberto Lobo e Marco Franco. “Those who throw objects at the crocodiles will be asked to retrieve them” é o seu mais recente projecto: canções longas, intemporais e sem fronteiras que vão do west coast jazz dos anos 70, lounge oriental, krautrock, freak folk, pop music, sampling e processamento de electrónica low fi, exótica e soul music. Pernadas é o maestro de uma big band de super talento português que inclui João Correia, Afonso Cabral, Francisca Cortesão ou Margarida Campelo, para citar alguns nomes que incorporam esta troupe, que já se apresentou em quase todos os principais palcos e festivais nacionais, e no estrangeiro, em Espanha e no Japão. A Porta beneficiará da rodagem da banda, e terá o privilégio de conhecer em antemão algumas das canções de um novo disco com saída prevista para 2020.

Mdou Moctar são novas fronteiras. O errante tuaregue divide-se entre a electrónica, a takamba e a assouf para cantar sobre o Islão, o amor e a paz. Fá-lo sob a influência dos ventos quentes do Níger, guitarras do futuro e coros sci-fi. Diz-se que é o “Prince” de África, por isso, abre-te sésamo, abre-te  Festival A Porta. Vem aí África, vem um principe do deserto, e vem um disco novo.

Rigo Pex é um homem-festa. Na Guatemala, estudou teatro musical, piano e musicologia. Formou um colectivo de electrónica e organizou raves para mais de 8.000 pessoas. Ligou-se à arte contemporânea, experimentou instalações sonoras e apresentou o seu trabalho nos 4 continentes, até instalar-se em Barcelona. Aí, começa a fazer música com gameboys, vídeo-jogos e computadores obsoletos e trabalha como programador num espaço da La Fura dels Baus, definindo as premissas da sua atividade como MENEO: chiptune, vírus da internet, performances tresloucadas e dj sets nudes.

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Os VENGA VENGA são extravagantes, tropicais, hedonistas e nómadas. Misturando o folclórico com o experimental, a sua sonoridade e estética transitam entre a excentricidade de culturas remotas até às subversões mais metropolitanas. O projeto dos artistas brasileiros Denny Azevedo e Ricardo Don, é hoje um movimento cultural itinerante, criando happenings, festivais de arte, dj-set, performances, instalações, foto e vídeo que, com uma linguagem ritualística, dialogam com intercâmbios culturais, migrações, diversidade sexual e a redescoberta do espaço urbano. Na cidade do Lis, a promessa é uma viagem sonora evocando ritmos e mitos de várias partes do mundo, em várias épocas. Portas abertas para patchwork costurado de Bass Globalizado, experiência de catarse coletiva, e o público como um “performer coletivo”. Show de bola, portanto, Venga Venga powered by Timberland! #festivalaporta2019 #vengavenga #leiria #delphiville #timberlandcollective #citymakers #escapeanywhere

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Sábado, 22 Junho

Hugo Domingues faz a banda sonora de Leiria nos últimos anos, participando em projetos como Nice Weather for Ducks ou Obaa Sima. Sofia Ribeiro é LINCE, um dos nomes pop emergentes mais fulgurantes da música nacional. Juntos são os Clima. Temperam, aromatizam, dão luz e precipitação a ideias fervilhantes e urgentes. Abrimos-lhe a Porta para criarem um espaço de discussão e criação comum face ao mundano, à revolta e às emoções de se estar vivo neste mundo. Estreia absoluta no Festival A Porta, um Clima.

As canções de Fun Fun Funeral são como sobreposições de arranjos lo-fi que se parecem com colagens onde se podem ver manchas de cola. Canções escritas de forma arrojada e inovadora, muitas vezes apelidadas de poesia sombria e voluptuosa. Com cordas e dedilhados, vozes agudas e percussões, a dupla exibe canções pop de ontem e de amanhã, muitas vezes comparados com Animal Collective ou Connan Mockasin.

Lost Lake é um projecto musical inspirado num videojogo que se passa algures num Verão de 1989. Toda a nostalgia retro criou a atmosfera perfeita para uma sonoridade synthpop e “chill kind of wave”.

A ghost folk de Bia Diniz. Com uma invulgar serenidade nos dedos e na pose, e com um registo vocal cuidado e arrepiante, April Marmara apresenta-nos as suas negras canções de amor.  Uma coragem fora de série, que é friamente catapultada para os ouvidos de quem ouve, e reconhece a nostalgia, a solidão e a universalidade de quem escreve canções assim. De Lisboa, tudo isto é folk, e como folk deve ser, solitário, intemporal, sem terra e sem fronteiras.

João Pais Filipe fez os caminhos do industrial e da erudita para se encontrar num espaço ainda por preencher da música europeia, onde pautas e teóricos ainda não chegaram e onde melodia e harmonia são fruto de relações rítmicas e não um uma tirania musicológica que rege a criação.  Liberto, o percussionista e artesão portuense avança sobre a tensão entre o mecânico e o orgânico, entre a repetição e o loop, entre a pista de dança e o mantra, e cria um espaço próprio epitetado ethno-techno, onde as cadências do dance floor são apropriadas, reinterpretadas por um kit de bateria desenhado e feito à medida para e por João Pais Filipe, e canalizadas através de imperfeições e texturas rústicas para uma nova expressão das suas possibilidades.

Um baixo ora em potência ora em cuidadas pausas do Pedro Lourenço (dos históricos Sei Miguel) e a bateria do Ricardo Martins (Papaya, Jibóia, Pop Dell’Arte, entre muitos outros) acompanhando o ritmo frenético quando é necessário ora criando novos padrões e estruturas que absorvem a dualidade instrumental inerente. BRUXAS/COBRAS são capazes de transformar o que poderíamos denominar como estado de materialidade incandescente, e fazem-no com urgência. O mais recente trabalho, Azul, não só expande o que tinham iniciado com o seu primeiro Vermelho, como aprofunda matérias que lhes são caras – a plasticidade sonora, a duração e tacteabilidade das combinações, construindo não uma declaração, antes um método de pesquisa, aproximando-os cada vez mais dos primeiros trabalhos de antropologia cultural e musical, Porta aberta para rock matemático, sem perdas de tempo e um animal de palco a partir baterias para transcendências percussivas.

Gui Lee é Claiana. Nasceu em Cabo Verde. Cresceu de guitarra nos braços, em família entre pais e primos, mornas e coladeras. Desde cedo começou a cantar, mesmo sem perceber as letras, articulava através de estranhas fonéticas uma melodia que seu pai designou de Claiana. Foram surgindo artistas como Patrick Saint-Éloi (Kassav’) e Michael Jackson que o atarefavam com estranhas técnicas de canto, e acabaram por marcar nele uma grande influência. Hoje canta qualquer música em Claiana, baseando-se na filosofia de Bruce Lee. Desde 2009, Claiana tem vindo a pisar palcos um pouco por todo o Portugal, tendo-se tornado uma figura incontornável na noite do Porto. Em 2018, edita as músicas que tantos palcos fizeram arder.

Uma massa ensurdecedora de magma sónica, uma guitarra fuzz épica, um baixo e uma bateria sem tréguas. Um power trio saído da garagem, um gosto pelo psicadelismo dos 70’s, free jazz, kraut e space rock q.b. Voilá, os Slift. Directamente de Toulouse para Leiria, inspirados em ficção científica e ilustração para criarem uma parede de som, energia, nervos e riffs hipnóticos. Power on, e rock à séria, afinal estes meninos já partilharam palcos com não menos que sua excelência Ty Segall.

Julinho é lenda funaná com mais de 50 anos de carreira. Nascido e criado na ilha de Santiago, Cabo Verde, fez parte integrante da modernização da música Caboverdiana nos anos 70 e 80 e participou em discos revolucionários como o de Alexandre Monteiro – Trapiche, “Africa Ê” de Tiny das Neves entre outros, sendo parte integrante da comitiva que acompanhou Cesária Evora no inicio da sua longa carreira.  Sediado em Lisboa (Amadora) desde o fim dos anos 70, Julinho da Concertina desenvolveu a sua própria identidade como tocador de gaita, num estilo melódico e reconhecível por qualquer conhecedor de Funaná. Em 2018, editou o seu  2º disco de originais com selo CelesteMariposa Discos.

The Physics House Band chega-nos de Brighton no Reino Unido, onde são uma incontornável referência do rock instrumental. Trazem dois discos em carteira, e um novo disco na forja, que lhes levam em 2019 a alguns dos principais festivais da Europa. Soam a vintage 70’s, quais Yes, sem erros de gosto, juízos, anfetaminas ou vergonha. Em vez disso, envoltos num procedimento e prática post-rock, preenchem tudo com o seu óbvio talento e capacidade. Tragam a chave da descoberta, esta Porta promove encontros dos séculos XX e XXI.

Jonathan Bree é um cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor da Nova Zelândia, que começou a lançar música aos 13 anos. O seu videoclipe para a música “You’re So Cool” tornou-se uma sensação youtube, chamando atenção para uma banda barroca totalmente mascarada, num ambiente árido, sonhador e surreal. Ao vivo, Bree é igualmente cativante e de outro mundo, com uma forte componente visual. Dirige a editora Lil’ Chief Records, enquanto produz outros artistas, aparece em videoclipes e grava a sua própria música. Integrou a banda The Brunettes, com quem gravou 4 álbums e 4 EPs, sacou um contrato com a Sub Pop até acabarem em 2010. A solo, conta com 3 álbums, e 2019 reserva-lhe a sua primeira tour mundial com chave para o Festival A Porta.

A aventura musical de Nicola Mauskovic, desenhada em estúdio com os amigos Donnie, Em Nix, Mano e Juan. Esta Dance Band é Afrobeat dos 70, disco, palanque, cumbia e psicadelismo exótico feito para dançar e fazer a festa. The Mauskovic Dance Band é, hoje, sinónimo de um som contemporâneo embebido em influências culturais dos quatro cantos do mundo e de vários tempos da história. Um cocktail de diversão, pura música de festa, com provas dadas nos principais palcos europeus.

Os Solar Corona nasceram do borbulhar criativo de Barcelos uma cidade que mostra como se escreve rock com linhas tortas. Formados em 2013, em 2016 chegaram a um consenso à formação e assentaram em quarteto, com Rodrigo Carvalho (guitarra / sintetizadores), Peter Carvalho (bateria), José Roberto Gomes (baixo) e Julius Gabriel (saxofone / sintetizadores). Após a edição de três EPs entre 2013 e 2016, os Solar Corona chegaram a “Lightning One”, o primeiro longa-duração, fruto de anos de labor à procura do som que triunfasse nesta formação. O álbum convive com o renascimento de algumas correntes do rock e absorve o conhecimento de alguns caminhos cósmicos paralelos ao rock progressivo das décadas de 1970 e 1980. Fruto do século XXI, os Solar Corona aprenderam a chamar a atenção no primeiro segundo e prolongar essa sensação de constante alerta durante todo o discurso: uma keynote do Steve Jobs em constante rejubilação eléctrica e luxúria cósmica.

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

O DJ Fitz sabe mais de música do que tu. Uma composição de energia, alimentada a música vinda de vários hemisférios, que, diz-se, cria uma onda de felicidade que se entende à distância. Diz que este é o homem que faz os sets mais contagiastes da Europa e arredores, imperdível!

Entrada: 5€ com oferta de 1 imperial super bock

Domingo, 23 Junho

Jhon Douglas é tropical e caleirão de emoções, é mato e mensagem. São reflexões que falam do uso das tecnologias e o comportamento falso de nos mantermos atualizados. Canções que questionam a nossa geração, criando a dualidade entre continentes: o velho mundo e a sua terra natal na Amazónia. Diferenças sobre as realidades artísticas e culturais.

*Programa sujeito a alterações

#festivalaporta2019